Histórias dos Outros

Eu tenho boas histórias, e as procuro contar na medida do possível e do publicável por aqui (ou não, visto que tenho procurado dar um ar mais “profissional-acadêmico-imparcial” e menos “diário” a este blog). Meus amigos também têm boas histórias. Avisei ao Jhonantan: se ele não escrevesse, iria roubar sua história (risos), afinal, há histórias que merecem ser publicadas. Como bom (ou nem tão bom) contador de histórias, não as posso deixar morrer no esquecimento. Aqui narrarei, com o justo crédito; esta primeira história pertence a ele.

A Escola da Ponte é uma experiência, talvez única no mundo, que existe nos arredores de Porto. Trata-se de uma escola, como qualquer outra, para crianças do primário, e também adolescentes, do equivalente ao segundo grau brasileiro. Com uma diferença básica. Existe uma instância consultiva, uma espécie de conselho, formado pelos próprios alunos, pelas crianças. Esse conselho é, mais do que mera figuração, uma instância decisória de fato, com poderes para decidir sobre o conteúdo didático e a organização acadêmica, por exemplo.

Jhonantan foi visitar a Escola da Ponte, o que também pretendo fazer em breve, e assim que o fizer lhes trago minhas impressões pessoais. Uma menina de cerca de 10 anos assumiu a palavra, para explicar como era organizada a Escola da Ponte. Explicou. Ela fez uma linha reta no quadro negro. Questionou: “Esta linha que vocês estão vendo é reta?”, e respondeu “Esta linha parece reta, mas esta linha não é reta. Se chegarmos de perto, sequer este quadro é reto. Existem milhares de imperfeições, que fazem com que nem a linha nem o quadro sejam retos. Algumas coisas nos parecem retas, mas são construções de nossos olhos. Temos que desconstruir aquilo que pensamos enxergar. Ver além.“ Este foi o inicio de sua apresentação e, já ali, tirou o fôlego de meu amigo. Tenho colegas e conhecidos que até hoje, após tanto tempo, não entendem e continuarão sem entender o que isso significa. Mas uma criança de 10 anos já estava explicando. Haverá outros rumos para a educação.

Outra história, apenas uma anedota, esta ouvida de João Vitor. Passeava ele com uma garota, quando foram abordados por uma mendiga na rua, que pedia dinheiro. Ele tenta se esquivar facilmente, falando em inglês “Sorry, sorry, not understanding”. Ela, então, passou de imediato a pedir dinheiro, mão estendida, em inglês. Nota: ele não fala inglês! A mendiga sabia pedir dinheiro em inglês e se bobear falava melhor do que ele. Hahaa.

Também tenho outras boas histórias, mas essas são minhas… Hehee. Ainda as escrevo, qualquer dia desses.

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Sobre Márcio Carlomagno

Mestrando em Ciência Política. Formado em Comunicação Social e em Gestão Pública. Um curioso e um palpiteiro sobre a sociedade, a política, as artes, e de tudo um pouco.
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