Festa na faculdade de medicina de Coimbra

COIMBRA – A festa na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto é especialmente interessante para se narrar por, além das diversas diversões que lá possa encontrar, a estrutura fisica do lugar em que é realizado.
A começar pela entrada. Sobe-se cerca de cinco ou seis andares. Nas paredes, azulejos brancos, antigos. O lugar aparenta ser um antigo sanatório ou uma casa de saúde muito antiga, que tinha o mesmo estilo de arquitetura. A escada estreita gira em circulos e seria perfeita para causar um efeito de clautrofobia, ainda mais se deparado diante de uma fila a entrar na festa.
O lugar, em si, não há grandes comentários ou diferenças de quaisquer outros lugares, até se chegar na sacada. Com apenas um entrada, meio escondida, deve medir cerca de dez metros. Aqui se é realmente interessante. Não há somente um parapeito, mas uma estrutura de concreto que se prolonga por cerca de dois metros, junto ao parapeito. A Faculdade de Medicina localiza-se na praça da Sé Nova, tendo como visão, dessa sacada, a bela e grande praça em si e colada à Faculdade a Igreja da Sé Nova, além de outros prédios, mais ao fundo, e todo o horizonte da cidade no limiar da vista. A igreja é realmente muito próxima à sacada. Dela, fica-se à altura das cruzes e símbolos postos no topo da igreja. Você pode sentar nessa estrutura da sacada, o que as pessoas em sua maioria estavam fazendo. Assim, fica-se de costas para a paisagem e de frente para a festa. Também se poderia caminhar por ela, o que tenho certeza outras pessoas, em outros momentos, já fizeram com muita emoção, ficando à beira do penhasco e tendo o monumento tão próximo. Também se pode deitar nessa estrutura, o que algumas pessoas já embriagadas estavam fazendo, para descanssar, e o que experimentei fazer. Enquanto se vai deitando a sensação de cair é invitável. Provavelmente algo a ver com o timpano, que médicos explicariam mas não é meu objetivo aqui. Você vai se inclinando lentamente, com certo medo. Seu corpo encontra a estrutura e nela repousa. Deitado, observa as estrelas. Estica o braço e tateia por além da sua cabeça. Só um pouco mais para cima, sua mão encontra o fim da estrutura. Todos cambaleando de bâbados na festa, ali tão proximos, e você pensa o quão perto a marte poderia estar para qualquer um deles ali, por algum acidente. Sentir nos seus dedos o vazio para além do fim da estrutura da sacada onde está deitado é uma experiencia renovadora, pois te faz sentir a proximidade da possibilidade de qualquer um de nós morremos, a qualquer hora. Justo ali, rente a igreja tão bela. Você aprecia a vista as estrelas. O vento frio começa a es esfriar, após um tempo. Você, renovado, lenvanta-se a vai conversar e dançar.
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Sobre Márcio Carlomagno

Mestrando em Ciência Política. Formado em Comunicação Social e em Gestão Pública. Um curioso e um palpiteiro sobre a sociedade, a política, as artes, e de tudo um pouco.
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