Um dia em Madri

MADRI – Estou digitando do aeroporto de Madri, enquanto espero meu vôo para Porto, embora só irei publicar mais tarde, não sei exatamente quando. Hoje é 7 de fevereiro, acho. Cheguei aqui às dez da manhã e agora são 6 da tarde. Passei o dia em Madri, circulando pela cidade. Tenho algumas muitas impressões a comentar.

Vamos começar saindo do Rio. Havia um pôr-do-sol lindo, alaranjado. Especial para minha despedida. Achei impressionante o serviço de bordo no avião: jantar completo, frango, lasanha, salada e sobremesa. Talheres verdadeiros, não aquela coisa de plástico. Muitas opções de bebidas. Tomei vinho tinto, apropriado para brindar meu destino: Porto, terra do famoso vinho. Sentei à janela, mas na escuridão havia pouco a se ver. Fiquei ao lado de um alemão, de nome “ráicol” (não, não é assim que se escreve mas é assim que se pronúncia), muito descolado, voltando das férias no Rio. Fomos conversando por um tempo, em inglês. Percebi a maravilha que é passar um tempo entre falantes de uma língua estrangeira. Em poucas horas pude exercitar meu inglês, o que não fazia a muito tempo, ou talvez nunca tenha feito desse modo. Acho que uma semana assim, e termino de aprender o que ainda não sei. Também conheci uma garota, Renata, de Porto Alegre, que também está indo fazer intercâmbio, na faculdade de Direito de Lisboa. Legal conhecer novas pessoas.

Os check-ins foram bem mais simples do que esperava. Infelizmente, como eu previa, não ganhei carimbinho no meu passaporte – já que tive que apresentar o italiano para justificar ausência de visto, tive que entrar com este.

A vista aérea de Madri é impressionante e horrível. Madri é marrom e feia, vista de cima. Todas cidades que visitei até agora, brasileiras, eram cercadas por verde. Belo verde das florestas, que faz as cidades se destacarem. Em volta de Madri há somente um deserto marrom.

Há alguns lugares bonitos pela cidade, espécie de parques. Os Jardins de Sabatini, assim como a praça em frente ao Palácio Real. As pessoas são, no entanto, um tanto estúpidas. A mulher que supostamente dava informações, no palácio, por exemplo. Outro exemplo absurdo é uma policial, que quis impedir que eu tirasse fotos deles (a foto vai aqui postada, apenas para ilustrar isso e contrariar ela).

Que chapéu ridículo eles usam, hein?!

Disse ela que os agentes públicos não podem ser fotografados. Ora, essa é uma visão distorcida e deturpada do que é o conceito de público, que deve ser visível a todos, não restrito.

Alguns lugares são bonitos, como a Praça de Cibeles, com suas árvores. Quis ir na Catedral, como faço em todas cidade em que vou, mas estava fechada para reformas. A cripta estava aberta e eu fui. Só depois de algum tempo percebi que a cripta (por que teria esse nome, né?) er uma cripta, ou seja, havia gente morta por lá. Gente rica morta. Achei meio nojento algo tão grande para os “dom” isso e aquilo da vida, como se os pobres não importassem. Afora a arrogância de se intitular no folheto como “a mais espetacular da Europa”. Não achei bonita, nem senti a presença de Deus ali, com tanta “publicidade”. O Mosteiro de São Bento, que visitei a mesmo de um mês no Rio de Janeiro é infinitamente mais acolhedor e belo.

Um detalhe interessante foi a mistura babélica de idiomas. Preferia conversar em inglês do que em espanhol – não entendo essa língua, apesar de ser parecida com português. Em alguns momentos falava frases misturando espanhol, inglês e português. Hahaa. Isso sem contar que fiquei o tempo todo usando “il” em lugar de “el” e só depois que me dei conta que isso na verdade é italiano. Hahahaa.

Enfim…  conclui o texto já em solo português. Em breve, escrevo mais.

 

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Sobre Márcio Carlomagno

Mestrando em Ciência Política. Formado em Comunicação Social e em Gestão Pública. Um curioso e um palpiteiro sobre a sociedade, a política, as artes, e de tudo um pouco.
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