Sobre lugares e pessoas

Outro dia desses revi “Antes do Amanhecer” (Before Sunrise). É um dos meus filmes preferidos desde sempre. Filmado em 1994 e estrelado por Julie Delpy e Ethan Hawke, o filme mostra dois estranhos que se conhecem numa viagem de trem pela Europa. Descem juntos em Viena, onde passam uma madrugada andando pela cidade, conversando. O filme se baseia nos diálogos, muito bem escritos. No fim, uma cena da qual não me recordava e que me fez refletir. Após o casal se despedir, na penúltima tomada do filme, a câmera mostra todos os lugares por onde eles passaram durante a noite, agora iluminados pela claridade e vazios. O silêncio e a tristeza imperam. A mensagem que passa, ou ao menos a mensagem que compreendi, é que aqueles lugares eram belos e cheios de vida enquanto habitados pelo casal. Agora, vazios, não tinham mais significado. Disso vem a reflexão: a beleza não existe em si, somos nós que a fazemos. Um lugar não é belo em si, mas é a experiência que se vive nesse lugar que o torna belo. O cenário, considerado belo, não é belo por si só. As pessoas que lá estão o tornam belo, com sua vivência daquele momento. Qualquer lugar pode ser belo, se bem vivido.

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Sobre Márcio Carlomagno

Mestrando em Ciência Política. Formado em Comunicação Social e em Gestão Pública. Um curioso e um palpiteiro sobre a sociedade, a política, as artes, e de tudo um pouco.
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