Outro epílogo

Outro epílogo. Outro prólogo? Não sei. Espaço já abandonado, agora entra em recesso sem data para retorno. O termo recesso vem a ser um eufemismo para encerramento, o que é de facto. Publiquei alguns posts a tempos esquecidos nos rascunhos, nas datas em que foram escritos, por questão se sentido/lógica (ou seja, lá nos meses passados). Creio que não mais publicarei aqui. Talvez, por ventura, no futuro, mas não está nos planos. Espaço encerrado, até segunda ordem. É uma pena, que não tenha tido tempo de compartilhar mais ou melhor minhas experiências. Foram e estão sendo tão intensas, mas não é possível sentar para escrever tudo. Na verdade, tenho escrito, em meu moskeline, sempre comigo, para mim. Melhor assim, talvez. Filtra-se desnecessidades de serem publicadas. Há muitas anotações que seriam muito interessantes de serem publicadas, mas creio que não o será. Uma pena, este projeto não foi à frente. Não mais blogs pessoais, por enquanto. Epílogo sem prólogo. Bye.

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Portas Fechadas

PARIS – As portas da assembleia nacional francesa estão fechadas. Cerradas. Closed. Cá em outros cantos tomamos uma perspectiva às vezes deturpada, idealizada, do estrangeiro. No caso da França, por sua história de lutas, seria uma terra de liberdades, em que os cidadãos lutavam por seus direitos, por liberdade, democracia. Mas a França não é assim tão democrática.

Como pesquisador da área de Gestão Pública, me interesso pelos sistemas administrativos e legislativos dos diversos países. Tentei ir à assembleia nacional francesa, mas não pude entrar.

Não pude entrar, não por alguma restrição não atendida, mas por que ninguém pode entrar. É normal e legítimo que cada casa estabeleça regras de funcionamento, às vezes incoerentes, mas legítimo. Em Portugal, há que se “agendar” antes, se inscrever na lista dos que irão assistir à sessão (questão do número de cadeiras, etc). No Brasil, é necessário vestir terno para poder pisar dentro do parlamento (questão de respeito, dignidade). Mas não há nada disso em França. A assembleia simplesmente está fechada, as reuniões são privadas. “não é um lugar para turismo”, disse o guarda. Não é apenas com “estrangeiros”; mesmo os franceses não podem ascender ao parlamento. E onde fica o direito dos cidadãos que desejam acompanhar o trabalho de seus representantes? E a democracia?

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Sorbonne, Paris

PARIS – Nesse momento escrevo da biblioteca de Sorbonne, a mais famosa e tradicional universidadedo mundo. Escrevo diretamente no wordpress (não como comumente no word) para poupar tempo. A entrada aqui é proibida; não é permitido visitas (mesmo acadêmicas) à Sorbonne. Mas adivinha? Cá estou. Se continuar assim, vou me tornar especialista em entrar em lugares não-permitidos. Hehe.
Hoje pela manhã meu hostel pegou fogo; foi divertido ver (e filmar) todo mundo correndo. Espero ter tempo para editar um vídeo com as gravações.
Estou gostando de Paris, bem mais do que da Riviera Francesa, que não gostei muito. Basicamente só tem turista na cidade. Haha. Aliás, esse papel de turista já está me cansando, no terceiro dia nessa pele. Gosto disso aqui, estar numa biblioteca, ou num café, ou numa praça, e sentir a alma da cidade, que não é a parte turística.
Bom, não tempo muito tempo, então lá vou eu. 🙂

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End of Journey

O sistema de som do métro (pronuncia-se métro, com acento agudo no é) da cidade do Porto avisa sobre suas paragens em português em inglês. Diz a voz metálica: “Próxima paragem: aeroporto. Fim de linha.” Para logo em seguida vir o aviso em inglês: “Next stop: airport. End of journey”. Fim da jornada, seria outra tradução possível para a frase em inglês, e muito própria a este momento.

Sempre que ouvia esse aviso no metro me remetia, mentalmente, a um dos melhores episódios de Doctor Who, série inglesa que aprecio muito. “End of journey”, foi o episódio que foi ao ar no natal de 2009 e que marcou a pré-despedida de David Tennant do papel. No episódio seguinte, morria o Doutor, para renascer outro. No episódio da morte do Doutor, diz o Odd na hora agonizante, enquanto canta para seu adormecer, momentos antes de sua partida “Essa canção termina, mas a história nunca acaba”. Morte e renascimento. Esta canção termina. End of journey.

Quando planejei esta viagem de dois meses na estrada, pensei que voltaria à Portugal e só então me despediria de facto dessa terra. Percebo agora que minha despedida já foi. Despedi-me de meus queridos amigos, pessoas fantásticas que conheci aqui. Despedi-me de todos, do apartamento da Areosa onde vivi por cinco meses. Esvaziei gavetas e guarda-roupa. Ver as minhas gavetas, sempre tão absurdamente bagunçadas, vazias, deu verdadeiramente o sentimento de despedida, tal como se, como o espaço físico, também vazio estivesse o espaço simbólico. Este não está, pois carrego as pessoas em meu coração e memória. As coisas deixadas em malas; ainda retorno para apanhar apanhá-las, mas então todos já terão partido. Uma casa vazia, é o que encontrarei, tal como Carlos da Maia ao visitar pela última vez a casa da família. Apenas um epílogo.

Despeço-me de Portugal. Mas, sabe, o título dessa postagem está errado. Este não é o fim da jornada, é apenas o inicio dela. Mesmo depois que retornar e me for, ainda será apenas o inicio da jornada. Esta é a vírgula que representa um intervalo ou a mudança de capítulo, talvez. N’algumas horas estarei em Paris. Começa outro capítulo, outra aventura, outra canção, como a do Doutor. A história não acaba, disse o Odd. Lá vamos nós, ou como dizem os franceses, allons-y.

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Malick, Deus e a “Árvore da Vida”

Malick, Deus e a “Árvore da Vida”

Por Márcio Carlomagno

CANNES – O vencedor da Palma de Ouro em Cannes no último domingo, dia 22, “The Tree of Life” (A Árvore da Vida), traz uma nova e verdadeira obra de arte do diretor Terrence Malick.

O filme começa com os personagens principais, interpretados por Brad Pitt e Jessica Charstain recebendo a notícia da morte de seu filho. A partir disso, o filme se enreda nos lamentos sobre a morte e a vida e então surgem as lembranças da vida do jovem.

Os personagens dialogam com Deus, que se manifesta na belíssima fotografia de Emmanuel Lubezki. Os diálogos com o divino não são bem um “questionamento da fé”, como apontam algumas sinopses do filme, mas um diálogo, um lamento de luto, em busca de um entendimento sobre a vida e a morte. E nisso, a narrativa entra nessa tentativa de compreendimento.

Assim como Stanley Kubrick não temeu alongar seu “2001: uma odisseia no espaço” com longas sequências do espaço vazio, Malick não teme mergulhar em longas sequências do espaço e da criação do mundo. Imagens deslumbrantes do sol ardendo e de planetas em luz e sombra que provavelmente seriam impossíveis fisicamente, mas que deslumbram os olhos na bela composição de fotografia. Talvez a melhor representação que o cinema já concebeu de Deus e da criação. O mergulho de Malick nesses tempos primórdios dá direito à aparição até de dinossauros na tela, em sequência que, por estranho que se pareça dizer isso, não é estranha, mas coerente com o filme.

Se equivocará quem esperar por uma narrativa tradicional, uma storyline que possa ser resumida com começo, meio e fim. Não há isso. Embora se possa inferir um começo, meio e fim, não há uma progressão com um propósito. O filme poderia ser um recorte de um diário pessoal; e é isso que ele nos traz. Fragmentos da história de uma vida.

A câmera de Malick está em consonância com a perspectiva de “fragmentos de um diário”. Usando o recurso de “câmera na mão”, deixando os planos fixos de lado, os nossos olhos aproximam-se e retornam dos personagens, movem-se para os lados, tal qual nossa visão. O tom intimista predomina e é esse o intuito que bem-sucedidamente Malick alcança: nos fazer sentir parte da família, parte daquele mundo.

A evolução do personagem de Brad Pitt na pele de um pai duro, que quer fazer de seus filhos homens melhores do que ele próprio e com isso ultrapassa os limites, é visível na tela. Nota-se a mudança sutíl do personagem, nem sempre um homem duro. Conforme o passar dos anos, as relações entre pai e filho vão se estilhaçando. A delicada construção merece aplausos, tanto para a direcção de Malick quanto à atuação de Pitt. Também Jessica Charstain está excelente como a mãe submissa ao esposo.

O diretor Terrence Malick é famoso por sua arte e pelos longos intervalos entre a produção de um filme e outro – o maior desses intervalos foi de 20 anos, entre “Days of Heaven” (Cinzas no paraíso/Dias do paraíso, de 1978), e “The Thin Red Line” (Além da linha vermelha/A barreira invisível, de 1998). A realização de “The Tree of Life”, para não fugir à regra, estourou as previsões e o filme demorou 1 ano a mais para ser concluído do que o previsto (Malick cancelou a estréia na véspera, em maio de 2010, para decidir re-editar o filme). A obsessão de Malick com a perfeição pode encontrar paralelo não apenas em Stanley Kubrick (também famoso por peripécias análogas), mas em seu próprio filme. Conversando com seu filho, o personagem de Brad Pitt conta a determinada altura: “Toscanini gravou a mesma peça 46 vezes. Sabe o que ele disse quando terminou? ‘poderia ser melhor’.”. Certamente é o que disse Malick, para si mesmo, mesmo com a Palma de Ouro em suas mãos: “Poderia ser melhor”.

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Tradições portuguesas

Há muitas tradições em Portugal. Sobretudo na Universidade, ainda se preservam tradições que remontam a muitos e muitos séculos. Portugal é, provavelmente, o país europeu em que mais se preservam as tradições acadêmicas, já não mais adotadas por outros países. Nessa semana ocorreu a Semana de Queima das Fitas. Esta é mais uma das tradições e irei chegar nela, mas antes, há um caminho de tradições acadêmicas a percorrer.

Quando se chega à, no meu caso, Universidade do Porto (o mesmo vale para qualquer outra universidade em Portugal), logo se cruza com pessoas pelos corredores trajando roupas formais, sobretudos e capas (!). Esta é a primeira imagem e o primeiro contato que se têm com as tradições, que você ainda está para descobrir. Pela primeira vez pensei que fosse algum evento especial, uma formatura, provavelmente, mas aquilo continua nos dias e semanas seguintes.

O chamado traje acadêmico é uma roupa formal composta, para os homens, por calça, camisa branca, gravata, colete, batina (uma espécie de sobretudo) e capa. Sim, capa, tal qual em filmes de mágicos. Para as mulheres, a variação é trocar calça por saia abaixo dos joelhos. Com exceção da camisa branca, o traje é todo em preto, resquício do negro das batinas eclesiásticas. O uso do traje acadêmico começou na Universidade de Coimbra, no século XVI, e servia para separar a classe universitária (de pensadores) dos “outros”, e perdura até hoje. O traje acadêmico é uma espécie de uniforme escolar das universidades portuguesas. Não apenas “uma espécie”, mas literalmente o uniforme oficial da Universidade (não obrigatório, evidentemente). Embora “uniforme não obrigatório”, há muita gente que faz esse uso dele, e o usa diariamente. Pessoalmente, acho lindos os trajes acadêmicos e desejo ter um, andar com um por aí.

O traje acadêmico (retirei uma imagem da internet para não fazer uso indevido de nenhuma fotografia que tirei de outrem)

Mas o traje acadêmico é só um dos elementos que faz parte de algo maior, mais global. Chama-se Praxe. E o que é a praxe? É, por assim dizer, um ritual de iniciação aos calouros na universidade. Ora, alguém vai dizer, isso existe no Brasil, é o trote. Não, não é. É algo muito mais profundo. Enquanto no Brasil os “trotes” duram apenas uma semana, em Portugal a praxe dura um ano! Sim, todo o primeiro ano de “caloiro”! Eu, que detesto o discurso “politicamente correto” que o Brasil (e a minha universidade, UFPR) tem adotado nos últimos anos para coibir os trotes, me encantei com isso. Fico imaginando como seria a reação dessa gente politicamente correta ao saber de certas coisas que ocorrem na praxe e seu tempo de duração.

O que ocorre na praxe, creio, não é muito diferente dos trotes brasileiros, com a diferença da duração. Aqui, a praxe é uma tradição respeitada. Ela é, inclusive, realizada dentro dos campus da Universidade. Há sempre os que não gostam, que protestam, que querem acabar com ela. Movimento crescente, inclusive, que deve ser respeitado. Mas, assim como no trote brasileiro, participar da praxe é uma escolha pessoal – sempre é possível não fazê-lo. “Nunca foi meu sonho de criança andar de quatro”, disse-me uma amiga, ao dizer por que não participava da praxe. Um episódio que marcou minha memória foi, logo no primeiro mês que estava em Portugal, numa noite em Coimbra, em frente a uma “disco” (discoteca), uma “doutora” (como são intitulados os veteranos) chegou em sua caloira. A caloira, por ordem da veterana, ajoelhou-se perante ela, depois ficou de quatro, e cantou alguma canção que já não recordo. Isso em frente a dezenas de pessoas, no meio da calçada, na diversão da noite (não em uma prática de “trote”). Ou seja, a praxe é perene, não tem hora, ela ocorre a todo o tempo. Durante um ano!

A praxe se destina a iniciar os caloiros no meio, lhes ensinar valores, respeito, e com o tempo cria-se um sentimento de unidade no grupo. A partir do momento que deixam de ser caloiros, fazem parte de um seleto grupo.

Ah, as vestimentas. Apenas os “doutores” (veteranos) podem usar o traje acadêmico. É assim que se diferenciam dos caloiros e demonstram seu poder e superioridade. E, embora seja o traje oficial da Universidade, o uso corrente que se dá ao traje é que somente pode usá-lo quem é da praxe.

E finalmente chegamos à Queima das Fitas. Este é O evento acadêmico do ano. O mais aguardado de todos. Tradicionalmente, é o rito de passagem dos finalistas dos cursos, como uma espécie de formatura. Mas esse evento é aberto a todos. O nome da festa é por que os finalistas (formandos) usam fitas em suas pastas, como um símbolo (hoje é um símbolo, no passado as fitas eram usadas para amarrar/fechar as pastas, uma vez que não existiam fechos). No fim do curso, eles queimam as fitas, pois já não precisam delas. Bom, hoje é muito mais simbólico. No passado, queimavam as fitas e rasgavam o traje acadêmico. Hoje, não queimam nem rasgam nada, mas o símbolo ainda é preservado. Na prática contemporânea, o que ocorre é uma festa de uma semana (feriado escolar), regada a música e bebida. Mas o símbolo permanece. Nota: do traje que era rasgado, apenas a capa se guardava, para o resto da vida. Esta, nunca pode ser lavada, pois contém nela a “energia” de suas experiências.

Também é na Semana de Queima das Fitas que os caloiros deixam de ser caloiros. É realizado um cortejo, em que, sob a música tocada pela tuna, os caloiros vestem pela primeira vez suas capas de veteranos. A partir daí, podem andar trajados. É um belo, belo ritual de passagem. São belas tradições, que ainda são mantidas em Portugal.

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Em Marrocos e na África

MARRAQUEXE – Quando, um ano atrás, eu poderia imaginar que estaria andando de camelo no meio do deserto do Saara? A vida é imprevisível e é maravilhoso vivê-la, intensamente, imprevisívelmente. Me sinto vivendo, como diz a música “deixando a vida me levar”. Viagem em companhia, com amigos. Há coisa melhor?

O Marrocos é um universo cultural muito distante, diferente, e isso é maravilhoso. Ficamos num hostel exatamente na Praça Djeema El Fna, coração de Marraquexe. No dia que chegamos, um atentado terrorista havia explodido um café-restaurante ao lado de nosso hostel. Da sacada, dava pra ver os destroços e a perícia recolhendo as provas. Curiosidade macabra.

Quando chegamos ao hostel e ouvi, vindo do pátio central (com uma enorme palmeira de ultrapassava os quatro andares do prédio), o “chamamento”, o canto que vem da mesquita central e atinge toda a cidade por alto-falantes, chamando os mulçumanos para a hora da oração, foi uma das coisas mais lindas que já ouvi. Tão bonito quanto o ato de fé do atendente do hostel, que abandonou o nosso check-in pela metade para se ajoelhar e rezar, e só após isso retomar o trabalho.

Belo assim como o céu estrelado do deserto do Saara. O Saara, devido à conjuntura dos fatores geográficos (proximidade com linha do equador, altitude, planice, etc) é o ponto no mundo onde melhor se pode observar as estrelas, à olho nu. Tem-se a imagem da abóboda estrelar completa, como uma cúpula que nos envolvia. Estrelas no horizonte, nos quatro cantos por onde se poderia olhar.

Ah, o deserto! Em nossa trip deparamos com várias simulações de rituais antigos. Queria acreditar que esse rituais ainda são de facto preservados, mas me pergunto até que ponto são verdadeiros. Nessas situações, sempre me lembro de “Maverick” (o filme), e o índio moderno que fingia ser selvagem para ganhar dinheiro.

Mas uma coisa me impressionou. Na ida ao deserto, no camelo, parte da paisagem desolada me lembrou as cenas de filmes do Vietnam. Cruzamos com uma cabana muito pobre, com crianças à porta. Elas, ao contrário de muitas outras dessa região, não vieram até nós pedir dinheiro. Apenas pararam para nos olhar, passando. Nos olhamos mutuamente e vi a pobreza naqueles olhos. A caravana não parou e simplesmente passamos pela pobreza. Adiante, outras brincavam de futebol com uma bola. São crianças normais, ora pois?! Mas me causou certo mal estar e uma reflexão, apenas passar pela pobreza, sem me envolver com ela. Continuei em meu percurso turístico, mas elas continuarão em sua pobreza.

Tanto momentos belos e mágicos no Marrocos. Casablanca agora é moderna e um centro de negócios. O charme do Rick`s Bar, do filme de com Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, agora foi substituído por um McDonald`s à beira-mar. A vista não deixa de ser bonita. A mesquita de Casablanca é a maior do continente africano e a terceira maior do mundo. Tirar os sapatos na entrada e caminhar pelo tapete, apenas escutando os sons e sentindo aquela sensação de meditação e paz, foi outro dos momentos mais belos e pacíficos que tive na vida.

Um dia inteiro é dedicado à compras e ao mercado central (chamado “souks”) que existe na Medina de Marraquexe. É um labirinto gigante de ruelas que não acabam mais. Incrível. Negociar, pechinchar, barganhar sempre, sempre, sempre, o preço. Pode-se encontrar de tudo. Entre a culinária típica, cérebro de carneiro. Embora não tenho gosto de nada, em que outro lugar do mundo você poderia comer cérebro de carneiro, por 1 euro, no “mercado municipal”? A viagem teve muitas emoções e histórias. Muitas.

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